“A bondade do prazer é escandaloso no Ocidente”. Nossa espiritualidade foi construída sobre negação de prazer.
As feridas e dilacerações que a espiritualidade católica elegeu como objeto de adoração são expressões plásticas desse fato. E a aceitação e disciplina no trabalho, virtudes supremas de protesto, são a sua manifestação racional e moral.
Não se pode ter prazer, e nem sentir sua bondade.
Toda uma pequena mitologia tende a nos fazer acreditar que o prazer é uma idéia de direita, sendo a esquerda por moral, esquecendo as cervejas geladas na mesa. E o prazer vira individualista, não se fala de prazer.
E torna uma cultura por inútil, fazendo valer o velho mito reacionário do coração contra a cabeça da sensação contra o raciocínio, da vida (quente) contra a “abstração” (fria)....
Não devia o artista procurar causar prazer, e seo método de todo o conhecimento fosse assim, delicioso?!?!
Um dia os grandes “poderosos” saberão do prazer!!!
(Dan)
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
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